terça-feira, 10 de abril de 2012

1º capitulo - O recomeço (Parte I)



“Senhores passageiros, pedimos que coloquem o cinto de segurança para procedermos à aterragem. Dentro de instantes estaremos a pousar na pista do Aeroporto Internacional… Sejam bem-vindos a Londres e obrigado por viajarem na nossa companhia.” – foi esta a voz que me fez despertar das últimas horas em me deixei arrastar num sono estafante.

Pela pequena janela do meu lado esquerdo, pude vislumbrar aos poucos, por entre as nuvens, a magnifica cidade de Londres. Respirei fundo, uma certa nostalgia estava a invadir o meu ser. Fiz o que me tinham pedido e fechei os olhos novamente. Estava a sentir-me novamente em casa. Umas mãos pequeninas encheram as costas da minha mão direita. Abri os olhos e rodei lentamente a cabeça para o lado de onde me tinham tocado. A pequena criança que estava ao meu lado sorriu docemente.

- Não p’ecisas de fecha’ os olhos…não te p’eocupes!

A voz doce da menina que apenas tinha conhecido quando me sentei naquele lugar fez-me recordar o quão bom é sermos crianças. Apenas sorri, colocando a minha mão sobre a dela.

***

Assim que peguei nas minhas duas malas dirigi-me até á entrada. Da última vez até hoje, muita coisa tinha mudado naquele aeroporto. Senti-me um pouco perdida mas estranhamente em casa. As rodinhas das minhas malas faziam um barulho engraçado fazendo-me rir sozinha. Nada nem ninguém conseguiria tirar-me o sorriso que estava estampado e tão bem delineado no meu rosto. Percorri aqueles corredores em direção á saída.

Os meus olhos procuravam, por entre um grupo ainda grande de pessoas que se encontravam na entrada á espera dos seus entes queridos, a minha menina. Aquela que já não via a mais de três anos e que tanto precisava para matar todas as saudades instaladas no meu coração. Deixei de movimentar as minhas pernas para a frente e fixei-me apenas em tentar encontra-la. As pessoas aos poucos e poucos encaminhavam-se sorridentes para a saída deixando mais espaço livre.

- Mia! – o meu nome foi prenunciado pela voz que tanto queria ouvir. Instintivamente movimentei a minha cabeça de um lado para o outro á procura do corpo que me chamara – Aqui Mia!

Finalmente os meus olhos encontraram a minha menina. Um enorme sorriso rasgou-se na minha boca de tamanha felicidade. Não pude deixar de reparar que estava acompanhada por um rapaz. Não tive muito tempo a olhar para ele. Iniciei rapidamente um caminhar apressado por entre as pessoas ao encontro dela. Numa dúzia de passos, o meu corpo colidiu com o dela, num abraço muito forte.

- Nicole… - afastei-me um pouco dela percorrendo-a com o olhar. Estava na mesma. Igualzinha como a tinha deixado – tantas saudades Nicole… - deliberei num tom de voz visivelmente tremido de tanta emoção. Ela não disse nada, apenas sorriu e voltou a abraçar-me.

- Eu também tive muitas saudades tuas Mia… - voltar a ouvir a voz dela fazia-me ter a certeza que tinha tomado a decisão certa em voltar para Inglaterra - …muitas mesmo pequenina!

Depois de mais algumas trocas de palavras e de me ter dito que estava mais magra dando-me um raspanete de todo o tamanho, voltei a minha atenção, novamente, para o misterioso rapaz que estava ao lado dela. Ainda não tinha prenunciado qualquer tipo de comentário. Não consegui deixar de reparar nos olhos lindíssimos que tinha. Para além de ter um estilo, visivelmente, diferente do normal. Tinha uma camisola ás riscas, algo que adorava – a minha mala era praticamente ocupada por camisolas ás riscas – com suspensórios. Tinha um estilo bastante agradável.

- Desculpa…cabeça a minha! – apressou-se a Nicole num gesto bastante engraçado – este é um amigo meu. Conheci-o pouco depois de teres ido embora… - ele estava a sorrir – chama-se Louis Tomlinson – o rapaz das riscas inclinou-se um pouco na minha direção e deu-me dois beijos, um em cada face, ao qual correspondi da mesma maneira.

- Eu sou a Mia, Mia Rodrigues – acabei por dizer no final dado que a Nicole não disse nada.

- Anda vamos! – sem dar muito por isso, talvez por ainda estar vidrada nos olhos do rapaz que acabara de conhecer, a Nicole pegou no meu braço e puxou-me, literalmente para a saída. Enquanto o Louis, que ficara para trás, pegava nas minhas malas e as trazias. Tentei parar para o ajudar mas a Nicole não me deu espaço de manobra. – Tens muito para me contar… - começou ela por dizer assim que chegamos perto de um carro – e não te preocupes que o Louis traz as malas!

O pobre rapaz chegou pouco tempo depois com as minhas malas, enfiando-as na mala do carro que se encontrava á nossa frente. Desviei o olhar do rapaz e concentrei-me na Nicole enquanto contava por alto os meus últimos três anos. Não se pode dizer que tenha acontecido grande coisa, apenas estudei e acabei o secundário. Um apito interrompeu a nossa conversa. Era o Louis a avisar que já podíamos entrar no carro. A Nicole desencostou-se da porta do carro e abriu-me a porta.

- Se bem me lembro, não gostas de andar atrás… - disse rindo. Ela realmente conhecia-me melhor do que ninguém. Apesar de ter estado tanto tempo longe de casa, ainda se lembrava de um dos meus problemas que me atormenta desde sempre.

- Não te esqueceste… - desabafei, com um enorme orgulho por poder-lhe chamar amiga.

- Como poderia esquecer?! Eras, e és – evidenciou o verbo conjugado na segunda pessoa – a minha melhor amiga ou não? – não prenunciei qualquer tipo de silaba. Apenas abanei afirmativamente com a cabeça dando-lhe de seguida um beijo na testa.

Entramos dentro do carro. Apesar da conversa estar a ser agradável deixei-me encostar com a cabeça ao vidro da janela do carro. O meu corpo continuava coberto por um enorme cansaço e a longa viagem, ainda só fizera pior. Precisava urgentemente de um banho quente de imersão para poder relaxar. Mas, por ironia do destino, esses meus planos estavam longe de se tornarem realidade. Pelo menos tão cedo.
Estacionamos em frente de uma casa enorme. Não me parecia de todo, a casa da Nicole aonde iria ficar, por isso deduzi que pudesse ser do rapaz que estava ao meu lado.

- Esta é a minha casa… - a voz masculina do Louis desfez-se rapidamente no ar assim que saiu do carro. Eu e a Nicole saímos também. Fiquei durante alguns segundos a contemplar a vista lindíssima da casa dele e como era bonita a sua própria casa.

- Nós vamos jantar aqui… - olhei para a Nicole que tinha acabado de falar – espero que não te importes! – formei um sorriso a muito custo. Não é que não quisesse estar com ela mas a fadiga muscular estava a dar cabo de mim.

- Claro que não… - acabei por dizer iniciando um movimento de pernas em direção á porta de entrada. Parei um pouco antes esperando que ele abrisse a porta e assim que o fez continuei com a minha marcha. A primeira impressão que tive foi que a casa era realmente lindíssima. Mas rapidamente foi desfeito quando entramos para dentro da sala. Havia três rapazes sentados no sofá que faziam imenso barulho. Pareciam crianças num infantário. Riam-se e riam-se virados para uma televisão com uns comandos da mão.

- Pessoal, chegamos! – assim que o Louis falou todos eles olharam na minha direção. Levantaram-se com alguma pressa e vieram-me cumprimentar. Eles disseram os nomes deles mas como sou péssima com os nomes, depressa me baralhei.

- Harry! – o rapaz louro tinha acabado de chamar mais alguém. Aquele nome, aquele nome fez com que, apesar de saber que não estava sozinha, bem lá no fundo do meu coração, algo me fazia sentir que nem uma partícula de pó…pequena, insignificante – Harry… - a mesma voz voltara a chama-lo.

Comecei a ouvir uns passos apressados a virem na direção da cozinha. Virei a minha atenção para lá. Um rapaz apareceu á porta com a respiração um pouco ofegante. Assim que o meu olhar percorreu aquele ser, de baixo para cima, assim que me apercebi de quem era, o meu coração foi parando aos poucos de bater. As minhas pernas começaram a tremer. Tive que colocar o meu braço em cima do ombro da Nicole para ter a certeza que não caía. Quando o nosso olhar se encontrou, voltei a ouvir os batimentos do coração mas desta vez mais rápidos e desfragmentados. Poderia jurar que nesse momento não havia mais ninguém naquela sala. A expressão dele mudou completamente assim que me viu.

- Estou aqui… - agora podia ter a certeza que era ele. A voz tão característica dele não enganava ninguém. Eram demasiadas emoções a fluírem no meu peito. Não podia acreditar no que estava a acontecer.  


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Espero que tenham gostado!
Agradecia muito se deixassem um comentário a dizer se gostaram ou não para saber se deva continuar ou não. A vossa opinião é fundamental!

Muito obrigada pela visita....

Dri


8 comentários:

  1. Tens mesmo muito jeito ! É uma história fantástica e que nos deixa entusiasmadas para o próximo capitulo ! Parabéns :) Continua !

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  2. wow o: esta a começar lindamente, por favor o próximo capitulo rápido, estou a morrer de curiosidade. parabéns (:

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  3. Gostamos muito , tenta publicar rápido o próximo sff xD

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  4. AMEI! Posta rápido :)
    Suspense logo no primeiro capitulo, me gusta :)
    Bjs

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  5. omg! Esta mesmo lindo! Adorei! Continua e rapido por favor que adorei mesmo! :D

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