domingo, 3 de junho de 2012

20º Capitulo - Uma longa noite (Parte II)



- Harry! – percorri por entre as pessoas que dançavam alegremente o caminho que nos separava. – Vamos embora, Harry. – disse assim que cheguei junto dele. O ambiente já estava demasiado tenso e eles já falavam a algum tempo. Porque é que ele tinha que ir ter com o John? Porque é que ele era tão teimoso!

- Mia, eu não me vou embora depois de saber o que me disseste! – olhei para ele com um olhar reprovador. Tinha-lhe pedido expressamente para o fazer mas ele nem ligou.

- Com que então este é que é o famoso Harry… - pela primeira vez vislumbrei o John depois de ter chegado. O Brian disse qualquer coisa só o irritou ainda mais – não me vou embora só porque este tipo pensa que é importante e vem para aqui falar do que não sabe…  - ele olhou para mim – Acalma aí o teu namorado senão as coisas não vão acabar bem…

- Ouve lá, que moral tens tu para estares a falar depois do que fizeste! Eu devia era partir-te a cara toda… - o John projectou-se em direcção ao Harry mas eu pus-me á frente dele e o Brian também impedindo-o de haver confrontos

- Ouve mano… - começou o Brian – tu já fizeste estragos suficientes para uma vida inteira. Eu perdoei o que fizeste porque sei que não estavas bem mas se partires para a violência por uma coisa que sabes que é verdade, podes esquecer que alguma vez fui teu amigo. Ouviste? – o Brian era a única pessoa que o conseguia convencer a fazer seja o que for. Ele pegou no casaco dele e foi-se embora  

- Obrigada, Brian. Se não fosses tu… - agradeci.

- …o teu amigo não saia vivo daqui. Eu sei… - cumprimentei-o com dois beijinhos e um grande abraço Este é que é o “teu” Harry? – abanei afirmativamente com a cabeça um pouco envergonhada – Ouve meu, não te passa pela cabeça da sorte que tens por esta rapariga gostar de ti…

- Ok, Brian. Já percebemos! – disse impedindo-o de prosseguir aquele raciocínio dele –  Agora mudando de assunto não?

(…)

Já estava mais na altura de irmos embora. Assim que chegamos ao pé do Niall e do Louis e apercebemo-nos dos seus estados de alegria elevada concluímos que até chegarmos ao carro, iria ser um caminho longo.

- Hey, vamos embora! – informou Harry. Eles olharam para o Harry e começaram a rir assim do nada. Pareciam duas verdadeiras crianças – Parece que vai ter de ser á força. Mia, levas o Niall que eu encarrego-me do Louis, pode ser?

- Claro que sim…o Louis deve ser o mais pesado! – cheguei-me junto do Niall enquanto ele continuava a rir alegremente e puxei-o do banco – vamos Niall. Vamos para casa… - olhei para o Harry a tentar agarrar o Louis mas ele não estava para lá virado – problemas no reino do amor? – disse tentando não me rir. O Louis olhou para mim de uma maneira muito estranha saltando do banco na minha direção, agarrando-me – Louis! – exclamei, quando senti o peso do corpo dele a fazer força sobre o meu para não se estatelar no chão. O Harry segurou no Niall e riu-se – onde é que está a piada?! O Lou é pesado! – olhei para o Louis – não queres ir com o Harry? Ele leva-te… - o Louis sorriu e abanou negativamente com a cabeça encostando a cabeça dele á minha – Que mal fiz eu a Deus?! – exclamei tentando equilibrar o corpo dele para não o deixar cair – Harry, faz alguma coisa! Usa o teu charme e convence o Louis a ir contigo… - pedi quase suplicando

- Viste o que ele fez. Quer ir contigo! – disse de modo algo despreocupado – Só uma coisa, eu prometo não lhe contar que tu lhe chamaste gordo! – lancei-lhe o meu olhar mortífero fazendo-o parar de rir. Como não tinha opção, tive que usar bastante força para manter o corpo dele longe do chão. Depois de muito esforço e de ter o braço praticamente dormente saímos do bar. Quando chegamos perto do carro o Louis decidiu falar já que estava sempre a sorrir

- Mia… - se não soubesse que era o Louis não o reconheceria pela voz. Ele parou de mexer os pés e foi para a minha frente com uns movimentos um bocado estranhos. Enquanto o Harry instalava o Niall no banco de trás – Eu gosto de ti! Estou apaixonado por ti… – foi como se me tivessem dado um murro no estomago, não estava a espera. Olhei para o Harry que agora estava a olhar para nós com um ar pouco surpreendido. Sem me dar tempo para reagir ajoelhou-se no chão – Namora comigo!

- Louis, levanta-te. Falamos depois quando chegar-mos está bem? – tentei levanta-lo mas não o conseguia fazer por isso o Harry ajudou-me a pô-lo no carro. Quando fechei a porta do carro já o Harry estava a sentar-se no banco da frente não me dando tempo para falar. Assim que entrei o Louis estava a falar sozinho

- Estou apaixonado pela Mia…estou apaixonado pela Mia… - dizia repetidamente com a cabeça encostada ao vidro da janela. Aquela situação era deveras constrangedora e como o Harry dava todos os sinais de não querer falar no assunto resolvi pôr-me a caminho do hotel.

- Mia… - a voz quase abafado do Niall fez-me olhar pelo espelho retrovisor para ver o que se passava e logo percebi que essencial parar o carro antes que alguém ficasse mal disposto. Parei na berma, accionei os quatro piscas e saí do carro. Abri a porta do lado do Niall para lhe dar algum ar e reparei que do outro lado o Louis já dormia. Sentei-me numa ponta do banco e fiz-lhe algumas massagens para ver se aquilo lhe passava e se adormecia para poder voltar a conduzir.

(…)

- Harry… - chamei-o com um tom de voz mais baixo do que era habitual depois de ter a certeza que o Louis e o Niall dormiam pesadamente – aquilo que o Louis disse á pouco… - comecei. Estava cheia de dúvidas. Saber que existe uma possibilidade do Louis poder gostar de mim estava a ter o condão de me provocar inúmeras indecisões - …de, tu sabes, ele gostar de mim… - o silencio por parte do Harry era avassalador. Não era a conversa mais fácil que se podia ter com ele, e eu também me sentia um pouco desconfortável - …as pessoas quando estão bêbedas normalmente dizem a verdade. Mas como tu e ele são os melhores amigos, queria saber se ele…bem, se ele te disse que gostava de mim… - parecia que estava a falar em seco. Foi das piores sensações da minha vida. Parecia que tinha uma enorme bola de pelo na garganta e uma corda a apertar o coração.

- Sentes alguma coisa por ele? – continuava de costas para ele sem o conseguir encarar. Odiava que me respondessem com perguntas mas dadas as circunstancias nem liguei. Concentrei a minha atenção no rosto adormecido do Louis. Ele não me era indiferente mas não se comparava com o Harry. Eram sentimentos completamente diferentes.

- Sim…ele não me é indiferente… - ouvi-o mexer-se no banco da frente e quase que jurava que ia sair do carro mas não o fez. Depois de uma longa pausa continuei – é complicado, Harry. O Louis transmite-me calma, muita alegria, basicamente, faz-me sentir bem. Parece que tudo se torna fácil…como se não houvesse problemas. – tentava a todo o custo encontrar as palavras certas mas elas não existiam – Mas quando cruzo o meu olhar com o teu, tudo desaparece. Simplesmente deixa de existir o mundo que nos rodeia e concentra-se tudo somente em ti. É uma montanha-russa de sentimentos, tão depressa me fazes rir como há pouco, como acabo a chorar, como praticamente agora. Por me aperceber que não consigo seguir em frente, que todos os rapazes me faziam lembrar-te e o primeiro rapaz que conheço em que isso não acontece é o teu melhor amigo! – limpei alguns resquícios de lágrimas nos cantos dos olhos – é impressionante o domínio que exerces sobre todos os mecanismos do meu corpo. Gostava tanto de o conseguir fazer parar para poder seguir em frente...como fizeste com a Colbie… - suspirei – deve ser o meu castigo por aquilo que te fiz. – levantei-me do banco fechando a porta. Afastei-me um pouco do carro pois sabia que estava prestes a deixar escorrer as minhas emoções pela cara e não o queria fazer na presença dele. Depois de ficar mais calma voltei para dentro do carro.

- O Louis gosta de ti… - disse assim que me sentei no banco enquanto punha o cinto - …e eu não segui em frente. – fiquei sem saber o que dizer – Só optei pela maneira mais fácil de camuflar o vazio em que se encontrava a minha vida… - ele abriu o vidro do seu lado – e agora com a banda…bem, pode-se dizer que tinha pouco tempo para pensar nessas coisas. Dediquei-me a 100% à musica para não pensar que existias mas das vezes que vim aqui aos EUA, antes de teres voltado, pensava vinte e cinco horas por dia na possibilidade de te encontrar no meio da multidão de fãs. Mas quando voltava para Inglaterra só te odiava… - tentei ligar o carro mas as minhas mãos tremiam demais – Eu não quero ser o responsável por não seguires seja o que for que sentes pelo Louis. Como te disse…só quero que sejas feliz. – ele não disse mais nada e eu também não. Por mais que quisesse não conseguia. Liguei novamente o carro e voltamos o hotel.



Espero que tenham gostado! =)
Já sabem, deixem os vossos comentários ou sugestões. São muito importantes!!

Dri



4 comentários:

  1. escreves lindamente, continua assim. Quantos capitulos mais ou menos estas a pensar que ao todo vai ter a Fic?

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    1. sinceramente ainda não sei...vai depender da minha imaginação. Eu já decidi o destino de todas as personagens, mas vai tudo depender da forma como eu tiver inspirada em cada capitulo...
      É algo muito incerto.

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  2. Está fantástico, parabéns! :)
    Até me vieram as lágrimas aos olhos!

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