sexta-feira, 11 de maio de 2012

12º Capitulo - A paixão adormecida



Ola minhas queridas!
Queria desde já pedir desculpa pela demora mas os testes têm ocupado imenso do meu tempo e não tenho conseguido escrever nada.

Quanto ao capitulo, como vão poder reparar a narração é feita pelo Harry, e como podem calcular eu não sou rapaz e muito menos conheço a mente masculina (nem quero conhecer), por isso quero pedir desculpa se isto vai soar a tudo menos a um rapaz. Embora ache que o Harry tenha um lado bastante sensível no que toca a raparigas. 

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[Harry]

Acordei com o barulho que o Louis estava a fazer logo de manhã. Ainda não estava na hora de nos levantarmos mas ele já estava de pé. Mandei-lhe com uma almofada para ver se ele fazia menos barulho.

- Meu, o que é que estás a fazer? – perguntei depois de perceber que ele não parava – importaste de fazer menos barulho? Quero dormir! – resmunguei

- Já estou quase despachado! Não te preocupes…

- Mas onde é que vais assim tão cedo? – não estava nada interessado em saber para onde é que ele ia. Queria apenas que ele me deixasse dormir.

- Vou ter com a Mia… - aquele nome fez-me despertar do sono imediatamente. Levantei-me instintivamente da cama e fitei-o.

- Tu sabes muito bem o que o Paul pensa disso… - inconscientemente pensava nalguma desculpa para que ele não fosse ter com ela.

- Eu sei. Mas só vou ter com ela para não se perder no hotel – ele sentou-se na cama dele á minha frente – acho que estou a ficar apaixonado! – uma pontada de dor assombrou o meu coração

- Achas?! – ainda estava completamente atónico com aquela confissão.

- Há qualquer coisa que me atrai nela. Não sei explicar o quê, mas atrai. Ultimamente só tenho pensado nela, parece que ela está mais bonita a cada dia que passa! – ouvir o meu melhor amigo dizer que estava apaixonado pela Mia estava a dar cabo de mim – o que é que se passa mano? Estás esquisito…

- Não, não se passa nada…

- Está tudo bem entre ti a Colbie?

- Está! – disse sem grande convicção e mergulhei de novo na cama – vai-te lá embora e deixa-me dormir!

- Deseja-me sorte…

- Boa sorte! – nunca uma frase tinha me provocado uma angustia tão grande no peito. Só me apetecia arrancar aquela dor de dentro de mim. Não consegui evitar, com a cara escondida na almofada, acabaram por cair lágrimas sem fim.

***

Encontramo-nos todos na sala, já lá estavam quando cheguei. A Mia e o Louis estavam muito sorridentes um para o outro. Tentei controlar-me, não podia mostrar o quão aquilo não me era indiferente. Ficamos um pouco a conversar e depois fomos para a entrevista que iriamos ter na parte da manhã. A entrevista consistia em falarmos um pouco sobre nós, depois haviam perguntas de fãs e por fim atuávamos. A entrevista correu bastante bem e agora eras perguntas.

- Qual foi a surpresa mais louca que fizeram a uma namorada? – fez uma das raparigas. A Mia veio logo á minha cabeça fazendo-me recordar vários momentos.


***

- Harry, está a chover a potes! – disse a Mia pondo-se debaixo de uma árvore para se abrigar da chuva. Sei que não a árvore não é o melhor guarda chuva mas era o melhor que tínhamos – Para onde é que me estás a levar? – perguntou depois de me ter juntado a ele debaixo da árvore. Aquilo era sem dúvida ridículo. A pobre árvore só nos protegia um pouco da chuva.

- Não te posso dizer. É segredo! – respondi. Ela rolou os olhos mostrando o seu descontentamento o que me fez rir. Adorava-a vê-la assim. Ainda conseguia ficar mais bonita – E não faças essa cara! Não me vai fazer mudar de ideias…

- Vale sempre a pena tentar – ela pôs-se em biquinhos de pés para me chegar mas eu afastei-me de prepósito para a irritar um pouco. E de seguida roubei-lhe um beijo. Como adorava fazê-lo! Ela podia ficar com aquela cara de chateada mas continuava a ser a rapariga que há seis meses punha um sorriso na cara todas as manhãs – Odeio que me faças isso Harry Edward Styles!

- E eu amo quando ficas assim…irresistível! – ela apenas sorriu. Já tinha gotículas de água a escorrer pela cara, tínhamos mesmo que sair dali. Corremos mais um pouco há chuva e finalmente chegamos ao destino. A casa dos meus tios. Depressa abri a porta para a Mia não se molhar mais senão ainda podia ficar constipada.

- Aonde é que estamos? – perguntou

- Estamos em casa dos meus tios. É aqui a surpresa! Mas primeiro vais mudar de roupa e eu também para não nos constiparmos. – dei-lhe umas peças de roupa que tinha minhas lá em casa e deixei-a mudar num dos quartos da casa. Fui a correr até ao jardim para ver se estava tudo como tinha deixado de manhã. Apesar de estar a chover, estava tudo em ordem. Ultimei os pormenores e subi de novo para ver se ela já estava pronta. Ela saiu do quarto com uma t-shirt e umas calças de fato de treino minhas. Ainda conseguia parecer mais deslumbrante com as minhas roupas que lhe ficavam enormes.

- Não me olhes desse jeito. Fico envergonhada… - sorri. Cheguei-me para junto dela e abracei-a. Queria protege-la para sempre, queria ficar com ela para toda a eternidade. – Amo-te muito! – ouvi-a dizer contra o meu peito. Ficava num estado de felicidade extrema sempre que ela o dizia. Porque, afinal de contas, era exatamente aquilo que sentia também por ela.

- Eu também te amo muito – disse praticamente em surdina perto do ouvido dela. Senti-a contorcer-se contra o meu corpo assim que falei. Podia sentir contra o meu peito um sorriso a formar-se no rosto dela. Afastei-a de mim o suficiente para a poder beijar e no final sorrimos novamente. – Anda. Está na hora da tua surpresa. – anunciei mostrando-lhe um lenço para vendar os olhos. Ela bem tentou refutar mas não lhe valeu de nada. Pus-lhe a venda nos olhos com todo o cuidado para não a aleijar nem apanhar o cabelo. Levei-a até ao jardim que tinha uma enorme proteção por causa da chuva. Assim que me certifiquei que estava tudo bem, tirei-lhe a venda e esperei ansiosamente pela resposta dela. Tinha enchido o jardim cheio de velas e de outros adereços românticos. O problema era mesmo a chuva que teimava querer estragar o momento. Quando ontem tinha estado a preparar tudo não davam chuva mas pelos vistos quiserem dar-me uma surpresa de última hora. Como ela não dizia nada e como o meu coração já palpitava de forma intensa, intervim.

- Eu fiz isto… - a minha voz parecia que ia falhar a qualquer momento - …bem, eu fiz isto porque foi há seis meses que levei uma rapariga à enfermaria e que me fez apaixonar por ela. Ela ensinou-me a amar. Fez-me descobrir sentimentos que eu nunca pensei que existissem dentro de mim. Desde esse momento que penso nela todos os minutos e tenho uma urgência louca para estar com ela desde que nos separamos até nos encontrarmos no outro dia de manhã. Ela é a minha princesa, tu és a minha princesa e não quero, nunca, separar-me de ti. – quando acabei de falar estava completamente sem fôlego. A Mia continuava estática a olhar para mim. Aquilo começou realmente a assustar-me a falta de reação dela. Via-a aproximar-se lentamente. Pousou carinhosamente a mão dela na minha face percorrendo-a e acabou por deixar descair a mão para o pescoço. Ela puxou-me um pouco para ela e acabou por unir os nossos lábios. Aquele beijo era diferente de qualquer outro mas não sabia explicar o porquê. Ela quebrou o beijo e sorriu. Pegou na minha mão e colocou-a no peito dela. Conseguia sentir o coração dela bater contra a minha mão.

- Não consigo explicar por palavras o que sinto. O meu coração bate simplesmente devido á tua existência.
Abracei-a fortemente. Queria guarda-la para mim e para o resto da minha vida.
  
***

- A maior surpresa que fiz a uma rapariga foi encher um jardim cheio de velas acesas num dia de temporal – respondi. Todos os rapazes olharam para mim, ainda não lhes tinha contado. Desviei o meu olhar para a Mia mas ela rapidamente afastou-se do meu campo de visão.

- Achas possível estar apaixonado por duas pessoas diferentes? – era a pergunta da rapariga seguinte. Só faziam perguntas difíceis e as quais não queria responder. Como estava a pensar no que haveria de responder nem reparei que o Louis já tinha dado a sua resposta e que era a minha vez.

- Ham…acho que não! Nós podemos gostar de duas raparigas/rapazes mas só amamos verdadeiramente um. É fácil perceber quem amamos se ouvirmos o coração. Ele bate de maneira diferente perante aquela pessoa, provoca certezas e incertezas, faz-nos querer estar vinte e cinco horas por dia com ela. É um sentimento demasiado intenso para que se possa dividir por dois.     

- Oh Harry. Eu não acredito que me fizeste uma declaração de amor… - brincou o Louis – claro que aceito!

- Pela maneira como falas parece que já tiveste apaixonado por duas raparigas ao mesmo tempo, é verdade? – era inevitável não olhar para a Mia naquele momento. Ela bem tentou desviar mas não conseguia. A fã tinha razão, estava apaixonado por duas raparigas, mas só amava uma. E era aquela que tinha destruído o meu coração.

- Sim. Estou apaixonado pela minha namorada e pelo Louis. Acho que o podemos considerar uma rapariga! – brinquei

- Ei! Eu não sou rapariga! – resmungou o Louis. Depois de mais algumas perguntas acabamos com uma atuação de duas músicas nossas. Não consegui evitar olhar para a Mia. Aos poucos estava a aperceber o quão doloroso estava a ser descobrir que ainda gostava dela. Só me apetecia chorar, mas não o podia fazer ali.  Assim que saímos, queria falar com a Mia, mas ela estava a fugir de mim e passou o resto do tempo sempre junto do Louis.


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Espero que tenham gostado!
Deixem as vossas opiniões =)

beijinhos
Dri

4 comentários:

  1. Adorei *.*
    Quando publicas o proximo? :D

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  2. Adoro a tua história. É tão perfeita e escreves tão bem! *-* x

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  3. Adorei como sempre! Espero que publiques o próximo depressa :D

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